quinta-feira, 1 de julho de 2010

A vida


É a natureza ressurgindo das cinzas
no perfume da manhã,
no brilho do sol,
no canto da cachoeira misturado ao dos pássaros.


É beijar a brisa
enquanto a tempestade não vem,
e refugiar-se na tempestade
na certeza do arco-íris.


É o grito alegre da criança correndo no quintal
Ou o choro consolado no abraço materno.
É o despertar do jovem para o amor e a sensualidade,
e sua irreverência como senhores da verdade.


É a alegria a cada vitória
e o aprendizado na derrota.
É saber rir dos próprios erros,
e levantar mais forte a cada queda.


É balançar-se numa corda sobre o abismo,
com o hálito da morte a entorpecer os sentidos
mas, sabendo que a corda não vai se romper,
a menos que a deixemos apodrecer.


É chorar convulsivamente quando a angústia aperta
Para que as lágrimas lavem as toxinas guardadas,
e gargalhar sempre que a oportunidade aparecer,
ignorando as etiquetas.


É abraçar sem medo de rejeição,
É dizer eu te amo se o coração pedir,
é beijar com sabor de paixão
e deitar na relva numa noite de luar.


É dormir feito criança
e acordar pronto pra tentar outra vez
sem receio de errar,
sem medo de sofrer.


Porque quem teme o sofrimento
sofre por antecipação
e quem não tenta pra não errar
erra por não tentar viver.



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